78% dos respondentes têm custos de nuvem acima ou muito acima do esperado. Esse é o dado mais citado do Radar da Nuvem — e ele muda a conversa entre Financeiro e Tecnologia: o problema não é “falta de otimização pontual”, é falta de referência de mercado.
Com 3.000+ pontos de dados e 130+ empresas na base, o benchmark existe para responder uma pergunta simples: o quanto estamos gastando com cloud em relação a empresas parecidas?

O que o gasto com cloud revela no Brasil
Três números do Radar da Nuvem orientam a leitura do custo de nuvem no mercado brasileiro:
| Indicador | O que mostra |
|---|---|
| 78% | Respondentes com custo acima ou muito acima do esperado |
| 50% | Empresas que gastam mais de 5% do faturamento anual com nuvem (chegando a 33% em alguns casos) |
| 11% | Empresas em que o Financeiro é o responsável pelo controle dessa linha |
Os dois primeiros falam de tamanho e surpresa na fatura. O terceiro fala de governança: na maior parte das empresas, a conta de cloud ainda não tem dono claro no Financeiro.
Para o CFO, isso significa risco de orçamento sem âncora. Para o CTO, significa justificar arquitetura sem benchmark. Para FinOps, significa operar sem baseline de mercado.
Por que “quanto gastamos” é a pergunta errada sozinha
Olhar só o valor absoluto da fatura (R$ X/mês) quase nunca ajuda. O que importa é o gasto relativo ao negócio e ao perfil da empresa:
- Percentual do faturamento — metade das empresas no Radar já passa de 5% da receita anual com nuvem.
- Desvio do esperado — 78% estão acima do que planejaram; o gap entre orçamento e realidade é o sinal de alerta.
- Quem controla a linha — só 11% colocam o Financeiro como responsável. Sem accountability, o desvio se repete.
Sem essas três leituras, a discussão vira “corte genérico” ou “pedido de orçamento maior” — os dois extremos ruins.
O que fazer com o número
Se você é CFO, CTO ou FinOps e ainda não tem uma resposta estável para “quanto gastamos com cloud versus o mercado”, comece por aqui:
- Meça o gasto como % da receita e compare com o patamar de 5% (e com o extremo de até 33% visto no Radar).
- Separe o esperado do realizado — se a fatura está acima do orçado, trate como desvio de processo, não como “custo natural da nuvem”.
- Defina um dono no Financeiro para a linha de cloud, mesmo que a operação continue em Tecnologia/FinOps.
- Compare com o benchmark antes de cortar ou de pedir mais orçamento — sem referência externa, a decisão fica subjetiva.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quanto as empresas brasileiras gastam com cloud? No Radar da Nuvem, 50% das empresas gastam mais de 5% do faturamento anual com nuvem, com casos que chegam a 33%.
Por que o custo de cloud costuma surpreender? Porque 78% dos respondentes reportam custo acima ou muito acima do esperado — e só 11% têm o Financeiro como responsável pelo controle dessa linha.
Como comparar meu gasto com o mercado? Respondendo à pesquisa do Radar da Nuvem e usando os benchmarks liberados após a participação.
Fontes: Radar da Nuvem — estatísticas públicas do benchmark (78%, 11%, 50%, 3.000+ pontos de dados, 130+ empresas; referência consultada em 27/07/2026).
Quer comparar seus custos de cloud com o mercado? Responda ao Radar da Nuvem 2026.